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Editorial da Edição Nº55
*
por Hélio Campos Mello, diretor de redação
Em agosto se comemora o centenário do nascimento de Jorge Amado. Tem muita festa prevista para este ano e ele, grande Brasileiro, mais que merece. Um de seus livros mais importantes é Capitães da Areia. Escrito em 1937, retrata a infância abandonada em Salvador. Fala de meninos, vítimas da miséria, que ficavam entre o mar e a cidade, roubando e aterrorizando a população.
É verdade que de lá para cá muito mudou na Bahia, mas a realidade nos alerta de que há muito por mudar. Ali perto do Rio Vermelho, em Salvador, por exemplo, há um hotel à beira-mar que só destranca o portão que dá acesso à praia se houver seguranças à disposição. Não sei se ainda é assim, mas até o dia de Iemanjá de dois anos atrás, era. Como se temessem que Pedro Bala, João Grande e Volta Seca, alguns dos Capitães da Areia estivessem por ali à espreita.
Esta edição estava fechada, a caminho da gráfica, quando veio a informação da greve da polícia baiana: foi reaberta quando chegou a notícia do assassinato de quatro pessoas na Avenida Jorge Amado(!), o que elevava o número de mortos para 70 em cinco dias de greve da PM.
Uma deslumbrante flor com seus espinhos, a Bahia de Jorge Amado* é realmente uma fascinante terra de contrastes. Mas é bom diminuí-los.
*Aqui retratado em Paraty, durante as filmagens de seu Gabriela, Cravo e Canela. O filme reuniu um punhado de gente interessante no começo dos anos 1980. Bruno Barreto era o diretor e Carlo Di Palma (de Blow Up, de Antonioni e de mais de dez filmes de Woody Allen), o fotógrafo. Marcello Mastroianni era o Seu Nacib e Ibrahim Moussa, então marido de Nastassja Kinski, o produtor. Além, é óbvio, da dona da cadeira aqui ao lado de Jorge Amado que infelizmente não aparece na foto.
Editorial da Edição Nº55
*
por Hélio Campos Mello, diretor de redação

Em agosto se comemora o centenário do nascimento de Jorge Amado. Tem muita festa prevista para este ano e ele, grande Brasileiro, mais que merece. Um de seus livros mais importantes é Capitães da Areia. Escrito em 1937, retrata a infância abandonada em Salvador. Fala de meninos, vítimas da miséria, que ficavam entre o mar e a cidade, roubando e aterrorizando a população.
É verdade que de lá para cá muito mudou na Bahia, mas a realidade nos alerta de que há muito por mudar. Ali perto do Rio Vermelho, em Salvador, por exemplo, há um hotel à beira-mar que só destranca o portão que dá acesso à praia se houver seguranças à disposição. Não sei se ainda é assim, mas até o dia de Iemanjá de dois anos atrás, era. Como se temessem que Pedro Bala, João Grande e Volta Seca, alguns dos Capitães da Areia estivessem por ali à espreita.
Esta edição estava fechada, a caminho da gráfica, quando veio a informação da greve da polícia baiana: foi reaberta quando chegou a notícia do assassinato de quatro pessoas na Avenida Jorge Amado(!), o que elevava o número de mortos para 70 em cinco dias de greve da PM.
Uma deslumbrante flor com seus espinhos, a Bahia de Jorge Amado* é realmente uma fascinante terra de contrastes. Mas é bom diminuí-los.
*Aqui retratado em Paraty, durante as filmagens de seu Gabriela, Cravo e Canela. O filme reuniu um punhado de gente interessante no começo dos anos 1980. Bruno Barreto era o diretor e Carlo Di Palma (de Blow Up, de Antonioni e de mais de dez filmes de Woody Allen), o fotógrafo. Marcello Mastroianni era o Seu Nacib e Ibrahim Moussa, então marido de Nastassja Kinski, o produtor. Além, é óbvio, da dona da cadeira aqui ao lado de Jorge Amado que infelizmente não aparece na foto.
Gifs originais para alegrar o leitor. 



















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